Microscopia. Novo Método Rápido Para Preparação de Lâminas Temporárias.


 

Antigo Microscópio Marca Olympus, Japão. (1971).
Antigo Microscópio Marca Olympus, Japão. (1971). Fonte da Imagem: Levy Leiloeiro, Rio de Janeiro, R.J., Brasil  (2019).

 

Autor: Alberto Federman Neto, AFNTECH.

Publicado em 19 de Novembro de 2021.

Descrevendo um novo método rápido para fazer  preparações , lâminas  temporárias,  extemporâneas, não permanentes, para observação ao microscópio.

Também um resumo dos métodos para montar lâminas temporárias de tecidos vegetais.

1. INTRODUÇÃO:

A Imagem que ilustra este artigo, é uma foto de um antigo microscópio, de alta qualidade, marca Olympus, Japão (1971). A fonte da imagem é de Levy Leiloeiro, Rio de Janeiro, R.J. (2019).

Sabe-se que existem muitos métodos para fazer lâminas para serem examinadas ao microscópio.

Para conservação e estudos posteriores, costuma-se utilizar lâminas preparadas permanentes, isto é, lâminas que se conservam por anos, quando guardadas em caixas de ranhuras, links 13, 14, para serem examinadas detalhadamente. Exemplos, Links: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 15.

A confecção de lâminas permanentes exige dedicação, tempo e uma certa “expertise“.

Por outro, para ensino e para o aficionado pelo microscópio, o amador, há muitas vantagens no uso de lâminas extemporâneas, lâminas temporárias, mais rápidas para serem feitas e descartadas, ou lavadas após a observação.

Embora em certos casos possam ser usadas células animais, link 55,  geralmente a maior parte lâminas temporárias são feitas com tecidos vegetais, muito mais firmes e fáceis de serem cortados e trabalhados. Links: 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25. 

2.  RESUMO DA TÉCNICA BÁSICA PARA FAZER LÂMINAS TEMPORÁRIAS:

O material, as vezes, é colhido com uma pinça pequena, link 26, mas geralmente é cortado em um pequeno fragmento, transparente, com uma lâmina de barbear. Links: 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35. 41,  Antigamente se usava uma navalha.

Os cortes são colocados em uma placa de Petri com água. Links: 36, 37, 38, 39, 40. E escolhidos, e transferidos paras lâminas  com um pincel pequeno e macio. Links: 4244. Cobertos com uma gota pequena do corante e montados com a cobertura da lamínula e  examinados.

A Coloração mais usada pra células vegetais, é feita em geral com os chamados “Corantes Vitais“, links: 45, 46,47,48, 50, 54, corantes muito diluídos em água e pouco tóxicos, que não matam a célula vegetal. Muito usados são o azul de metileno, link 49, azul de toluidina, verde Janus, vermelho neutro , Lugol  (não vital quando concentrado), tintura de iodo muito diluída, e azul de Tripan. Link 43.

As vezes, não se usa a coloração vital, mas sim se clarifica o tecido com hipoclorito de sódio, e/ou fixa com formol 10%. A Montagem entre lâmina e lamínula, é feita de vários modos, em água  desionizada, links 51, 52, 53 . Água de Torneira, Glicerina diluída. Links: 55, 56, 57, 58, 59, 60, 61. Glicerina pura. As vezes, se cora com corantes diversos, link 62,  ou com azul Astra e safranina, Cloreto de zinco iodado, link 63, 64, 65. 66, 67, 68, 69, 70, 71.

As técnicas gerais da Microscopia estão bem descritas em muitas Home Pages e vários livros. Um que eu gosto é muito clássico, e eu tenho 2 edições impressas.

É o livro:  LANGERON, M. “Ṕrécis de Microscopie.” Editora: Masson et Cie., Paris, França, 7a Edição (1949). Ele pode ser comprado, links 72, 73, 74, mas também existem edições online: Links: 76, 77, 78, 79. 80, 81, 82, 83.

3.  MÉTODO NOVO. MATERIAIS E PROCEDIMENTO:

Descrevo meu Método novo, desenvolvido ano passado. FEDERMAN NETO, A. (2020).

Tive a ideia de reunir as várias etapas de uma preparação, montagem de lâmina provisória, em um único material reagente. Assim, o reagente usado reúne o fixador, o corante e o meio de montagem.

Assim, a lâmina pode ser rapidamente preparada  e observada.

Colocar o objeto, ou ou corte delgado, a ser observado sobre a lâmina. Adicionar uma gota pequena do Reagente, recobrir com a lamínula e… pronto para a observação ao microscópio! Prático e rápido para lâminas temporárias.

Se desejar, você pode lavar as lâminas após observar, mas mesmo assim, por terem fixação, se conservam relativamente bem, ao contrário das lâminas com coloração vital

Reagente. Ao mesmo tempo, Fixador, Corante e Meio de Montagem. Preparação:

Glicerina PA ou de pureza farmacêutica,  9 ml

Formol 37-40 %, 1 ml

Corante, 1 mg (se não tiver balança analítica, pode usar um mínimo de corante, suficiente para colorir o líquido).

Coloque a glicerina em um pequeno copo béquer, junte o formol, o corante sólido e agite com uma baqueta de vidro pequena, até dissolver.

O líquido viscoso obtido é  límpido e colorido e  estável, mas  é um pouco higroscópico. Estoque em um frasco conta-gotas bem fechado, ao abrigo da luz.

Ele não estraga. A amostra que preparei a um ano está bem conservada.

Note que é uma solução colorida de formol 4% em glicerina. A glicerina forma um meio  viscoso (não escorre) de montagem, já contem o fixador e 0,1 % de corante.

Como corantes testei (com resultados equivalentes), azul de metileno, azul de toluidina  ou vermelho neutro.

Meu método foi testado para células da mucosa da boca, também fungos (bolores), leveduras (fermento de pão) e células vegetais.

4.  RESULTADOS, DISCUSSÃO E VARIANTES:

Usei a glicerina porque é um líquido muito viscoso, solúvel em água, eventualmente usado como meio de montagem em microscopia. RAVIKUMAR, S. et al. J. NTR Univ. Healt. Scienc. 3, 1 (2014). KOHLMEYER, J.; KOHLMEYER, E. Mycologia 64, 666 (1972). ZANDER, R.H. Phytoneuron, 32, 1 (2014).

A glicerina é usada como meio de montagem em Microscopia desde o século XIX. BROWN, A.P. Am. J. Pharm. 171 (1889). TYSON, J. (1883); AITKEN, R. Am. J. Pharm. 253 (1882); JAMES, F.L (1887); GAGE, F.H (1892). GAGE, F.H (1886). É muito usado para lâminas de insetos. HENRY, C.S. et al. Ann. Entom. Soc. Am. 86, 1 (1993). Desde os trabalhos pioneiros de Savage. SAVAGE, T.S. Ann. Mag. Nat. Hist. 5, 92 (1850).

O formol é muito conhecido como fixador para tecidos, principalmente vegetais. FOX, C.H. et al.  J. Histochem. Cytochem. 33, 845 (1885). BUESA, R.J. Ann. Diag. Pathol. 12, 387 (2008). Aparentemente, começou a ser usado como fixador em Microscopia em 1880. O formol foi descoberto pelo Químico Russo Alexander Mikhaylovich Butlerov (Butlerow), em 1859. BUTLEROW, A. M. Ann. Chem. 111, 242 (1859).

Óbvio, meu procedimento não é uma coloração vital, pois o fixador mata a célula, mas isso é útil para facilitar a coloração.

 

 

 

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